De madrugada, quando o sol mete o focinho
Eu e um “cusquinho” já “lidemo” na mangueira
Bombacha larga e garroneira correntina
Égua teatina, louca, ventena e coiceira
Aperto o “caco” na hora em que o galo canta
Nada me espanta nos dias de gineteada
Campeio a volta rumo a Massambará
E é pra já que vou lidar com a potrada
(Sou um rei no trono se alço a perna num “veiaco”
E é no sovaco que eu cutuco os meus “troféu”
Gosto de maula que corcoveia e que berra
E daqui da terra nós dois juntos “vamo” ao céu)
Chego na estância e já encontro a indiada em pé
E um pangaré, desses da clina enrredada
Não sou “gavola”, “inzibido” ou “bobaião”
E com o patrão eu já me acerto na “bolada”
Gosto de doma, pois nasci bem entonado
E os “refugado” deixa pra mim, meu irmão!
Eu tenho fé nos dois mangos que eu carrego
E não me entrego pra cavalo redomão