Outrora eu fui a esmo à osmose do desejo
Sem hora pra voltar, receio de ficar!
Exposto agora em mim, as coisas são assim
A escrita nunca diz que um dia fui feliz
Não devo confessar quem me fez sofrer
Ou quem me fez sangrar
Agora já esqueceu meu gesto de adeus!
Quem sabe interfira, o Deus do Esquecimento
E venha a novidade aos olhos da verdade!
Pois sei que junto a mim seremos bons amigos
Que traga direção a nossa embarcação!
Um norte é um sim, independe de um fim!
Depende só de nós, debaixo dos lençóis
Venha se entregar por entre os meus braços
Enfadados!
Eu quero descansar a linha do teu traço
Em meus laços
Desenhados
Tatuados em ti
Por fim sou réu confesso, culpado eu não nego!